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A nova força de blindados Alemães seria composta de dois tipos de tanques: um leve, com duas metralhadoras e uma arma capaz de perfurar blindados, o Panzer II; e um médio, com um canhão de maior calibre, com o objetivo de apoiar os tanques leves, tendo um alcance maior para combater outros tanques. Houve um desentendimento sobre o calibre do canhão que o tanque médio portaria, com Guderian preferindo uma arma de 50mm enquanto o chefe de armamentos e o inspetor de artilharia preferiam o 37mm que já era usado pela infantaria. No final, ambos tiveram que conceder, o tanque seria equipado com um canhão de 75mm. (GUDERIAN, 1950, p. 12)

Em 27 de Janeiro de 1934, Generalleutnant Lutz interveio na decisão do calibre, concordando com a ideia do canhão de 37mm. Nesse mesmo encontro, A Krupp, Daimler-Benz, MAN e a Rheinmetall foram instruídas a produzir protótipos desse novo tanque, que foi apelidado de “Zugführerwagen”. No final, a Daimler-Benz e a MAN foram responsáveis por fazer o chassis, enquanto a Rheinmetall e a Krupp ficaram responsáveis por fazer as torres dos novos tanques. Após os testes dos chassis e das torres, foram escolhidas o chassis da Daimler-Benz em conjunto com a torre da Krupp. Finalmente, em 1936, foi dado o nome oficial para esse novo tanque, o Panzerkampfwagen III.

 

O Panzer III causou um impacto bem pequeno comparado a outros tanques alemães na Segunda  Guerra devido o rápido aprimoramento de blindagem e armamento em tanques aliados. A sua própria proteção e sua capacidade de destruir tanques inimigos o deixou obsoleto em meados de 1941. No final da  guerra, nenhum Panzer III era produzido ou utilizado pelas forças alemãs, exceto alguns convertidos para carregarem munições. O maior sucesso dos Panzer IIIs foi o Sturmgeschütz III, uma variante de tanque de assalto em casamata, mais tarde um caça tanques, o carro de combate mais produzido da Alemanha na segunda guerra.